A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 27/11/2020

Conforme visto no período colonial e imperial brasileiro, os veículos informacionais transmitiam as notícias por meio de cidadãos vindos do exterior. Dessa forma, o povo brasileiro era obrigado a acreditar nos meios comunicativos, devido a impossibilidade de buscarem novas perspectivas no referido assunto transmitido. Para além, hodiernamente, nos veículos da comunicação, há uma forte presença do sensacionalismo jornalístico que colabora com o impedimento da reflexão dos telespectadores e contribui com o funcionamento das políticas públicas decorrentes da exposição demasiada.

Antes de mais nada, uma Constituição Federal de 1988 cita que todo cidadão brasileiro possui liberdade de pensamento. Por esse motivo, títulos exagerados ou com a presença de ambiguidades, interferem na capacidade de reflexão, visto que, o chamamento da atenção condiz com o aspecto visual e não se relaciona ao interesse da notícia. Ademais, os telespectadores são incitados a verem sequestros e assassinatos, cuja distribuição dá-se em horários nobres, que promovem a audiência da rede televisiva, devido sua essência apresentar banalidades, segundo a confirmação de Thomas Hobbes: “O ser humano por mau natureza “.

Entretanto, mediante a gradação da audiência, os serviços públicos exercem sua função. Sob essa luz, é recorrente ocorrer demoras de atendimento em UBS, UPA, SAMU, bombeiros etc. entre a população brasileira. À vista disso, com o intuito de resolução, reportagens expositivas de reclamações, como o jornalista Marcão do Povo prática no SBT, envergonham os responsáveis ​​que procuram repassar uma imagem positiva e desenvolvimentista do país. Todavia, portanto, estas devem ser transmitidas em horários específicos para não envolver crianças e adolescentes, uma vez que a mídia interfere diretamente nos outros culturais, comportamentais, psicológicos e no linguajar destes cidadãos em formação.

Em suma, os impasses do sensacionalismo devem ser resolvidos. Para isso, o Ministério das Telecomunicações, aliado aos órgãos jornalísticos, deve criar um documento que obriga a exposição prós e contras de determinado assunto nos veículos de comunicação, por meio do comprometimento empregatício dos jornalistas, um fim de o poder exercitar a reflexão e posicionar-se. Além de continuarem com a exposição das mazelas públicas, para, assim, contribuírem com o desenvolvimento do Brasil, com o objetivo de não estagnarem nas notícias como ocorrera nos períodos da Colônia e Império.