A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 15/01/2021
A mídia sempre influênciou o pensamento e o comportamento da massa e, hoje, utiliza-se do sensacionalismo para atrair mais audiência e ganhar mais dinheiro. Isso possui raízes na banalização de comportamentos agressivos e pode gerar sérias consequências, uma vez que tende a provocar anomia social.
Em primeiro plano, deve-se analisar as causas para tal comportamento mídiatico. Entre elas destaca-se o fenômeno analisado pela filósofa Hannah Arendt, conhecido como “banalidade do mal”. Ela desenvolveu essa teoria após a 2ª guerra mudial, ao perceber que a alienação e a burocratização das rotinas podem tornar comportamentos violêntos comuns. O mesmo tende a ocorrer quando cenas de agressividade são espetacularizadas pelos noticiários, que, em busca de audiência, as transmitem como naturais e, ás vezes, até com descaso, como ocorreu com a reportagem produzida por Mirella Cunha, em que ela fez piadas ao falar de um caso de estupro.
Em segundo plano, é necessário compreeder as consequências desse sensacionalismo. Tal cenário pode gerar um estado de anomia social, que foi definado pelo sociólogo Émilie Durkheim como uma situação de crise na sociedade e caos público. Existe a possibilidade disso acontecer porque as pessoas tendem a ser influenciadas pelo o que assistem na televisão. Isso pode ser percebido, por exemplo, no aconcelhamento dado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) de não serem transmitas cenas de suícidio nos canais de comunicação, para evitar “gatilhos” e suídios em massa. Dessa forma, nota-se que repetidas cenas de violência espetacularizadas podem gerar comportamentos em massa desastrosos.
Portanto, urge que o Ministério dos Direitos Humanos, por meio de políticas públicas, deve estimular a redução desse sensacionalismo. Isso deve ocorrer apartir de parcerias com os principais meios de comunicação, cobrando que eles cumpram a sua função social ao evitar o caos. Tal ação deve ter por objetivo melhoras a qualidade de vida dos brasileiros e colaboração para não gerar anomia social.