A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 05/01/2021

De acordo com a Constituição Cidadã de 1988, no Artigo 3, é dever do Estado garantir o bem-estar dos habitantes da nação. Todavia, a norma não é posta em prática, já que a existência do modo sensacionalista nos jornais é presente. Tal panorama pode ser observado pela criação de manchetes tendenciosas e, consequentemente, a confiança do indivíduo em um único veículo de comunicação. Por isso, torna-se essencial o debate acerca da presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

A princípio, vale ressaltar a formulação de matérias tendeciosas pelos jornais. Consoante George Orwell, “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. Nesse sentido, os meios de informações deveriam orientar a população, com seriedade e objetividade, sem transparecer os pensamentos sobre determinado assunto. Porém, ocorre a utilização de títulos problemáticos em notícias que, em vez de provocar curiosidade, podem causar confusão entre os sujeitos. Assim, o jornalismo lucra ao não incentivar a imparcialidade nos relatos.

Além disso, sucede-se a segurança dos brasileiros em textos duvidosos nos noticiários. Conforme Simone de Beauvoir, “O pior dos problemas sociais é que o povo se habituou a eles”. Nesse contexto, pela adaptação em relação a essas matérias, tornou-se algo normal para as pessoas confiarem em um único veículo de comunicação. Apesar de que, na realidade, a convicção em somente um jornal, surge com a possibilidade de gerar uma ampla “cadeia” de desinformação e propagação de conhecimentos errados. Logo, políticas públicas têm de ser feitas para acabar com o obstáculo.

Portanto, medidas são necessárias na contenção dessa problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, em conjunto com as Secretarias de Educação Estaduais, a formação de campanhas, nas editoras jornalísticas, que visem à redução de manchetes sensacionalistas. Tais ações devem ser realizadas por meio de palestras, quinzenais, com professores de sociologia e jornalismo que aconselhem os funcionários a produzir conteúdos respeitáveis bem como promover a confiança dos leitores, a fim de que a população seja capaz de se informar sem ler argumentos tendenciosos. Dessa forma, a Constituição Cidadã será vivenciada.