A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 26/02/2021

A manipulação dos meios de comunicação social não é recente, ainda na Europa do século XX a expansão dos regimes totalitários fez com que os partidos disseminassem um jornalismo de impacto para atrair a atenção de novos adeptos. Da mesma forma, a mídia brasileira produz conteúdos sensacionalistas a fim de provocar o fascínio dos telespectadores. Ademais, é imperioso ressaltar as principais consequências dessa especulação exagerada que causa o alarde da população, e é motivada pelos interesses econômicos de grandes empresas comunicativas.

Primeiramente, o noticiário policial tem sido o entreterimento de muitos indivíduos por conter dramas extraordinários, um meio apelativo de audiência pelos canais. Nesse viés, há um pretenso contigente de informações objetivando a concentração dos que assistem, exemplificado pelo político nazista alemão Goebbels, por certo ‘’não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter algum efeito’’, já que os dados expostos são usados como ferramenta de choque de perspectivas. Dessa forma, os internautas se prendem às reportagens visto que elas proporcionam certo interesse.

Nesse contexto, as emissoras alcançam o seu propósito, com certeza o de atingir repercussão e ganhar mais assinantes aumentando assim o seu potencial monetário. Portanto, a sociedade consome um produto em troca de lucros da mídia dominante, teorizado pela Escola de Frankfurt sendo que todos os métodos estão sujeitos a coerção econômica. Desse modo, o sensacionalismo demasiado torna- se nocivo a consciência dos usuários, pois é fruto de renda para uma parcela de empresários.

Evindencia-se, portanto, que o exagero advindo dos meios de comunicação é um obstáculo para a livre interpretação dos fatos. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Justiça implementar legislações mais restritas aos canais de televisão, com intuito de corrigir intervenções próprias e promover fidelidade aos acontecimentos. Por fim, a mídia pode criar campanhas de informação aos telespectadores sobre como agir mediante a notícias especulativas, através de propagandas e debates com especialistas. Feito isso, a sociedae brasileira poderá se proteger contra o sensacionalismo e desinformação.