A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 24/03/2021
É de conhecimento geral que a imprensa é um dos meios mais poderosos de controle das massas populacionais, e foi por essa razão que uma das primeiras medidas do Regime Militar no Brasil foi a criação do DIP, restringindo a liberdade de expressão de jornalistas. Atualmente, o país enfrenta um cenário quase igualmente desafiador: a mercantilização do mundo jornalístico, que é a maior justificativa de seu fracasso em disponibilizar informações imparciais e pertinentes ao contexto histórico vivenciado. Assim, notícias que deveriam ser fonte de conhecimento para a sociedade, são na verdade retrato dos interesses da grande imprensa.
Em primeiro lugar, é importante destacar que todas as redes de notícias possuem patrocinadores que geram o lucro dessas instituições. O que atrai tal patrocínio é a possibilidade de influenciar ou até mesmo controlar as informações que os jornalistas discorrerão. Dessa maneira, o ponto primordial do jornalismo é impossibilitado, não podendo existir imparcialidade em uma mídia comprada por grandes empresários e políticos.
Além disso, a imprensa sofre extrema influência capitalista devido à importância no número de telespectadores. Em outras palavras, seu valor é definido pela quantidade de pessoas que consomem seu produto. Com isso, os meios midiáticos vivem no constante dilema entre transmitir o que a população precisa ver e o que querem ver. Por essa razão, notícias sensacionalistas e shows alienadores recebem mais audiência, consequentemente gerando mais lucro, do que jornais sérios e fidedignos.
Desse modo, analisando os argumentos acima expostos, nota-se que a mercantilização dos meios midiáticos é o maior desafio em se construir um jornalismo responsável no país. Uma possível solução seria com ação direta do Poder Público, através da criação de leis regulamentando as relações entre empresários e imprensa, buscando um jornalismo um pouco mais limpo de interesses externos.