A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 11/05/2021

Segundo o livro “Por uma outra globalização”, de Milton Santos, a partir da chamada “revolução industrial” e da ascensão do capitalismo, o mundo tem priorizado produtos e mercados para prejudicar os fundamentos da humanidade. Como resultado, o jornalismo costuma usar uma linguagem sensacionalista para conquistar seus próprios interesses e afetar diretamente a vida social. Portanto, é eficaz analisar os motivos e as repercussões da existência sensacionalista no noticiário brasileiro.

Em primeiro lugar, é preciso entender que as notícias falsas ou exageradas veiculadas nas redes sociais, sejam publicadas por repórteres ou não, costumam ser em benefício próprio e podem valorizar ou desvalorizar a imagem de alguém ou de algo. Em outras palavras, os jornalistas usam sua credibilidade e capacidade de disseminação de informação para manipular, omitindo ou modificando informações, um grupo social de interesse, fazendo com que se opunham ou aprovem algo para vantagem particular. Como exemplo dessa estratégia, o ministro da propaganda de Adolf Hitler conseguiu transformar a imagem de um nazista em herói com base em suas palavras: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”

Pela falta de ética dos jornalistas que escandalizam as notícias, é possível observar uma sociedade ignorante que não conhece o meio que está inserida, Isso porque, a sociedade está cada vez menos acostumada a buscar a veracidade das notícias por admitir as informações dos jornalistas como verdade absoluta. Dessa maneira torna- se fácil manipulá-las e induzi-las a inverter valores. Porque de acordo com a teoria da “Tabula rasa” de John Locke, os seres humanos são como uma tela em branco, pintada com base na experiência de vida e, portanto, com base em informações sensacionalistas moldaram erroneamente os princípios sociais, causando “terror” desnecessário.

Portanto, é claro que é preciso sempre buscar a autenticidade de tudo o que é relatado. Assim sendo necessário que o Conselho Federal de Jornalistas fiscalize e puna devidamente os jornalistas que divulgam notícias sensacionalistas, quando preciso, de forma a reduzir a quantidade de informações desnecessárias que ameaçam o público. Em relação a isso, o Ministério da Educação deve fortalecer as disciplinas que formam a consciência crítica pessoal (como a sociologia) para que as pessoas possam distinguir notícias verdadeiras de falsas. Afinal, como disse Milton Santos: “Não se deve propor uma sociedade utópica, mas sim uma sociedade melhor”.