A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 11/05/2021

No Brasil Contemporâneo, o excesso de sensacionalismo por parte dos jornalistas é prejudicial para a sociedade, a qual utiliza os jornais como meio de informação. Dessa forma, é perceptível que a impunidade é uma das causas para o problema, visto que a legislação tende a desvalorizar a veracidade das informações veiculadas em jornais, o silenciamento, de maneira idêntica, sustenta a perpetuação de notícias exageradas e falsas. Em primeiro lugar, vale ressaltar que a Constituição Federal de 1988 proclama: “Não há crime sem lei anterior que o defina”. Portanto, confirma-se que pelos parâmetros jurídicos brasileiros, no século XXI, pouco pode ser feito em relação às notícias sensacionalistas, posto que não existem que proíbam-as de serem divulgadas. Logo, percebe-se a ineficiência do Poder Legislativo em impedir que este tipo de notícia seja difundida. Além disso, conforme o filósofo Jurgen Habermas, a comunicação é um modo de agir sobre a realidade. No contexto brasileiro, a comunicação pode ser um meio de, não somente agir, mas transformar a forma pela qual o sensacionalismo está presente nos jornais. Por outro lado, a sociedade brasileira tende a silenciar-se diante deste fato, o que poderia ser mudado. Depreende-se, portanto, que a insuficiência legislativa e a ausência de comunicação são causas para a perpetuação do sensacionalismo nos noticiários, no Brasil contemporâneo. Destarte, cabe ao Poder Legislativo a criação de leis que concedam as penalidades de multa e prisão, por meio de Projetos de Lei, para empresas e/ou pessoas que de maneira explícita veicularem informações exageradas e falsas.