A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 11/05/2021
Segundo o dicionário, sensacionalismo é o interesse da imprensa em buscar assuntos que provocam escândalos ou chocam a sociedade, geralmente de teor falso. O objetivo principal do sensacionalismo é aumentar a quantidade de telespectadores ou leitores das publicações. Diante disso é de se perceber que nesse meio vale tudo para obter a atenção popular, assim, criando táticas como o apelo emocional, abordagens insensíveis, criação de polêmicas, entre outros. Deste modo, é de se perceber que essas atitudes diminuem o foco jornalístico aos assuntos mais objetivos.
Primeiramente, é importante ressaltar que essa prática não é um fenômeno “criado” recentemente. Essa modalidade veio da França entre os anos de 1560 e 1631. Durante esse período, manifestaram-se os “Nouvelles Ordinaires” e “Gazette de France”.Eles eram muito semelhantes aos jornais sensacionalistas atuais. Antes do surgimento desses impressos, acontecimentos que chamavam a atenção e tinham potencial de mexer com a imaginação do povo francês, eram transformadas em publicações extremamente baratas, chamadas “occasionnels”.
Em segundo plano, vale destacar que a própria mídia aderiu às “fake news’’ com o único intuito de conseguir mais visualizações. Em análise da sociedade atual, o problema dessa ação é que a população passa a acreditar menos na mídia especializada, e passa a ouvir teorias conspiratórias que não possuem conexão com a realidade. Exemplo disso, é o fortalecimento de teorias conspiratórias sobre a Terra Plana disseminadas nas redes sociais como Youtube ou Twitter, sem dados e comprovações, as famosas “notícias sem pé nem cabeça”.
Fica evidente, portanto, que o sensacionalismo e as inverdades no jornalismo brasileiro precisam ser amplamente combatidos. Nesse sentido, é necessário que o Ministério da Justiça torne a punição de qualquer tipo de “fake news” ou manipulação no sistema midiático, aumentando a fiscalização e proporcionando número para denúncia, para que os meios de comunicação brasileiros não continuem se colocando acima da lei. Ademais, é dever do Estado, por meio de impostos arrecadados pela Receita Federal, investir na qualificação dos profissionais de escolas públicas, com intuito de qualificar o ensino e garantir uma boa formação de seus alunos para que assim os sensacionalismos não causem mais efeitos nocivos.