A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 11/05/2021
Hoje em dia, vê-se com uma frequência preocupante a divulgação de notícias sensacionalistas por todo o Brasil. O sensacionalismo é um problema que vem crescendo muito nas últimas décadas junto com a tecnologia, que facilita a divulgação dos conteúdos. Tais notícias exageradas, que, frequentemente, omitem informações importantes ou distorcem a verdade, são extremamente prejudiciais para a sociedade, pois muitas vezes não respeitam os direitos humanos e contribuem para a desinformação da população.
Primeiramente, pode-se afirmar que a busca pelo aumento de telespectadores ou leitores é o principal motivo que leva os noticiários, jornais e programas de rádio e de televisão a exibir reportagens de maneira exagerada, com manchetes chocantes, normalmente apelando para o emocional da audiência, sem ética e profissionalismo, o que vai contra o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que diz, no inciso II do artigo 11: “O jornalista não pode divulgar informações – de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes”.
Em uma segunda análise, é possível observar que o sensacionalismo está presente principalmente em notícias de acidentes e de crimes, onde vítimas são expostas em momentos de fragilidade, sem nenhum respeito. No Brasil, a divulgação de vídeos e imagens deste tipo são comuns. Inclusive, em 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que emissoras podem mostrar qualquer tipo de conteúdo a qualquer hora do dia, desde que apresentem a classificação etária no início do programa. Portanto, é essencial que os jornalistas prezem sempre pelo respeito, pela ética e pelo profissionalismo em toda e qualquer circunstância, visando relatar sempre a verdade de forma objetiva, clara e que respeite o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão. Para que nenhuma pessoa seja indevidamente exposta e humilhada, a criação de uma lei, por parte do Estado, que determine a regulação de tais conteúdos abusivos e que ao mesmo tempo não viole o direito à liberdade de expressão, seria uma maneira eficiente de diminuir o problema do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.