A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 11/05/2021
A constituição de 1988, diz que todo cidadão tem direito a informação Clara objetiva. No entanto, diariamente a um grande bombardeamento de notícias muitas delas precipitadas e forçadas criando um sensacionalismo grotesco no jornalismo nacional. A saber a busca por audiências assim como a falta de limites por parte dos jornalistas corroboram para esse cenário.
Apesar de sua consolidação entre a população acima dos 35 anos, o jornalismo vem perdendo espectadores em faixas etárias mais jovens, isso resultou em uma queda considerável de audiência nos últimos 15 anos, o que leva as redes prestadoras desse tipo de serviços a recorrerem a ações mais apelativas, visando assim estancar as perdidas recentes. Dentre as medidas adotadas está o desenvolvimento de um modelo sensacionalista, o qual promove a supervalorização dos fatos.
Ademais, a quebra da barreira do que é lícito e um impasse a ser discutido. De acordo com Maquiavel “Os fins justificam os meios”. Essa perspectiva de Maquiavel busca justificar o poder da monarquia absolutista, mas não se aplica aos deveres jornalísticos, que fazem mais do que o permitido. Como o caso da jornalista Mirela Cunha, com reportagem “chororô”, que dava como culpado um homem que era apenas suspeito e que ainda seria julgado. Diante dos fatos, deve ser revisto a veracidade dos fatos e corrigir esse comportamento que é muito presente.
Portanto, é crucial desfazer a “sociedade do espetáculo” e para isso o Poder Público deve criar leis com fiscalizações severas que punam sites, emissoras ou outros meios comunicativos quando usado o sensacionalismo na divulgação de notícias. Apenas com leis mais rígidas e com a consciência das pessoas essa forma de manipulação cessará.