A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 29/06/2021
Toques de sensacionalismo já poderiam ser notados na Roma Antiga com sua Ata Duirna, que eram relatos e anúncios oficiais que eram produzidos e exibidos diariamente em murais públicos, que serviam para espalhar as notícias para a população não alfabetizadas. E ainda hoje, permeia nos meios midiáticos, a busca incessante em causar emoções no público, aumentando sua audiência.
A priori, o sensacionalismo surgiu como uma forma de trazer um novo nicho de audiência para as notícias. A suposta atração irresistível dos leitores pelas chamadas notícias ruins é, na verdade, uma estratégia comercial para atrair público com base na curiosidade e no voyerismo visando vender jornais e revistas. Os noticiários usam uma lupa que amplia os fatos e os fazem parecer mais importantes e chocantes do que realmente são.
A posteriori, é inegável que a população da internet contribui para esta situação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE), apenas 35% das pessoas com mais de dez anos não tem contato com novos aparelhos tecnológicos, como celular e computador. Por conseguinte, o acesso a informação ficou mais dinâmico e rápido, uma vez que os fatos são noticiados logo após os acontecimentos. Desse modo, não há uma análise completa da situação e consequentemente, os jornais relatam notícias sensacionalistas e imcompletas de dados.
Portanto, é de suma importância que o Ministério da Educação, com a introdução de aulas obrigatórias de educação informática nas escolas, alerte os jovens sobre o sensacionalismo presente na internet e assim, incentivá-los à busca por di versas fontes e opiniões. Ademais, cabe à Associação de Imprensa Nacional (AIB), por meio de uma fiscalização mais rígida, o combate contra o sensacionalismo presente nas mídias. A fim de fazer com que os jornais cumpram seu papel de informador.