A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 01/08/2021

Na tentativa de reverter a perda de audiência para outras redes informacionais, alguns meios noticiários adotam o sistema jornalístico denominado de sensacionalista, no qual, através da subjetividade do apresentador busca-se manipular o público. No entanto, como afirma o jornalista, Caco Barcellos, o jornalismo de opinião compromete o estudo sociológico posterior. Nessa pespectiva, torna-se importante analisar as consequências da prática sensacionalista no jornalismo brasileiro.

Em primeiro lugar, cabe resaltar que a apresentação das repórtagens que insere uma sugestão do jornalista, isento de dados concretos, possibilita a ambiguidade do fato, viabilizando a formação e disseminação de “notícias falsas” visto que, de acordo com pesquisas realizadas pela universidade de oxford, cerca de 60% dos brasileiros entrevistados confiam nas notícias veiculadas pelas empresas de comunicação. Nessa viés, torna-se perceptível que o próprio sistema informacional em sua resposta mercadológica gera uma desinformação.

Por conseguinte, concomidante ao materialismo de Karl Marx em que afirma que somos influenciados pelo meio no qual estamos inseridos, vem a justificar o uso do jornal sensacionalista para a manipulação cultural em massa, através da polarização social, para que assim possa haver a consolidar lucro almejado pelo mercado e, a não formação de um raciocínio crítico na sociedade contra as verdadeiras mazelas sociais. Diante do fato, é preciso a recuperação do pensamento de René Descarte, ou seja, a formação de selecionados céticos anteriores do sistema informacional capitalista.

Deprende-se, portanto, que o exercício do jornalismo sensacionalista nos diversos meios de comunicação corrompe o desenvolvimento social e informacional verídico. Sendo necessário, assim, que as instituições educacionais promova o sentimento questionador na sociedade, por meio do desenvolvimento reflexivo social durante o curso, um fim de a partir das novas gerações busque reverter a credibilidade dúvidosa dos “impérios” informacionais existentes. Com isso, espera-se, minizar a presença do jornalismo sensacionalista no sistema informacional brasileiro e, consequentemente, a formação de uma sociedade reflexiva, corrompendo com a influência capitalista nos noticiários nacionais.