A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 16/09/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada a história de uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, tendo em vista que a irresponsabilidade dos veículos de informação é crescente e a indústria do medo está trazendo consequências negativas para o país. Logo, a fim de buscar meios de combatê-las, convém analisar as principais causas desse revés.
Diante desse cenário, a falta de reponsabilidade da imprensa mostra-se um complexo dificultador. Conforme Pierre Bourdieu, a mídia foi criada para democracia e não para opressão. Porém ela tem se mostrado opressora na sociedade contemporânea, visto que boa parte da população é persuadida com sensacionalismo utilizado pelos veículos midiáticos, fazendo com que fiquem aterrorizadas pelo modo como recebem as informação, o que contribui, muitas vezes, para o agravamento problemas psicológicos na vida dos indivíduos, como a ansiedade e depressão. Assim, é urgente que seja popularizada uma forma mais humanizada da disseminação de notícias.
Ademais, é importante salientar que a ausência de investimentos governamentais na instrução escolar contra essas práticas é um fator que agrava a situação. A esse respeito, a educadora norte-americana Claire Fagin, ensina que o conhecimento dará a todos a oportunidade de fazer a diferença. Diante desse contexto, é necessário, na sociedade brasileira, um sistema de ensino que instrua a população verificar o conteúdo das informação que chegam até elas. Dessa forma, é necessário que a base educacional seja repensada, visando amenizar os impactos causados na saúde mental e emocional dos cidadãos.
Portanto, o governo federal deve implementar de forma consistente um método de ensino que instrua as pessoas a analisar o conteúdo que é divulgado na mídia, por intermédio de programas educativos, os quais deverão participar professores e psicólogos nas escolas, com a presença dos alunos e de seus pais para que receberem orientação. Espera-se, com isso, que o impacto da indústria do medo seja reduzido e, assim, se tenha uma sociedade mais justa e livre de problemas.