A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 08/10/2019
Raul seixas, cantor e compositor brasileiro, disse em uma de suas músicas, que a sociedade se tornara tão complicada, que ficara tão frágil quanto a um computador, e se alguém descobrisse o calcanhar de Aquiles, com um palito só pararia o motor. Partindo dessa metáfora, que nos remete a realidade atual do Brasil, a qual escândalos envolvendo a quebra de sigilo pessoal está cada vez mais presente. Então, faz-se necessário uma politica de proteção ao usuário da internet.
Um aspecto a ser considerado, decorre da grande competição, a qual o mundo globalizado se tornou. Desde o século passado as empresas valorizam, demasiadamente, informações relacionadas a possíveis futuros clientes, os quais passaram ser meros emaranhados de letras e números. Além do mais, o cidadão não tem ciência em quais lugares e como seus dados estão sendo usados.
Outra questão preocupante é a facilidade que “hackers” conseguem acesso à contas privadas nos aplicativos de trocas de mensagens. Recentemente, foram divulgadas conversas, do “Telegram”, trocadas entre autoridades do governo brasileiro, tal situação expôs a fragilidade da segurança na web. Há de salientar o caso em que o governo Norte Americano, através de suas agências de inteligência, espionava o brasileiro .Desse modo, a soberania brasileira está ameaçada em detrimento a dos países desenvolvidos.
Diante do exposto, é de extrema importância o investimento do governo em tecnologia e em serviços de inteligência, com intuito de preservação da soberania nacional e também o sigilo pessoal da população. Tal ação seria a criação de uma legislação exclusiva a esse fim, a qual infligirá sanções a empresas ou pessoas físicas que de maneira indevida usam dados sigilosos. Deverá ser criado também, uma vertente da ABIN-Agência Brasileira de Inteligência-, essa cuidará do desenvolvimento de novos softwares protetivos de informações do governo. Somente assim, a realidade se distanciará, da pragmatizada por Raul Seixas.