A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 09/10/2019

Desde a criação da internet em 1969, diversas mudanças ocorreram na sociedade, entre elas a rápida comunicação e o fácil acesso à informação. Contudo, inúmeras consequências foram detectadas, tais como a segurança de dados cibernéticos, gerando problemas de privacidade para a população, como, por exemplo, a venda de dados para empresas. Ademais, adiciona-se o fato de boa parte da população brasileira não saber lidar com as tecnologias, sendo enganado constantemente no ambiente virtual.   Sendo assim, faz-se necessário novas medidas de segurança cibernética, pois segundo pesquisa realizada pela PSafe revelou que um em cada cinco brasileiros já foi vítima de roubo de identidade, o que representa 24,2 milhões de pessoas, ficando desta forma, evidente que uma grande parte da população está inapta a utilizar a internet de maneira segura. Em adição a falta de conhecimento da população, outro fator que corrobora para o excessivo roubo de dados é a falta de segurança de aparelhos, tendo em vista que recentemente, o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, teve seu celular hackeado, ficando explicito a falta de proteção no meio virtual.

Além disso, outro dado alarmante é que segundo apurações feita pelo Tecmundo, as operadoras de telefonia, Vivo, Net e Oi, estariam trocando dados de seus clientes. No entanto, tais trocas são ilegais, pois segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), “As prestadoras de serviços de telecomunicações estão proibidas de compartilhar dados de clientes, salvo exceções previstas em lei”, explicitando a falta do cumprimento das leis no Brasil.

Portanto, é de extrema urgência que o Governo, junto ao Ministério da Educação tomem providências, como, por exemplo, incluir aulas de informática nas escolas para crianças e adolescentes, criando desta maneira uma geração futura mais apta a utilizar a internet. Outra proposta seria advinda dos deputados e senadores, na criação de leis mais rígidas, com multas de elevado valor financeiro e penas de detenção mais severas, coibindo assim as empresas a trocarem informações de seus clientes, conseguindo desta forma, proteger a população.