A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 04/06/2020
No programa de televisão Big Brother Brasil, pessoas são selecionadas para conviver por um período, disputando o prêmio milionário contato que autorizem que suas vidas sejam gravadas e expostas em rede nacional. Em paralelo, no mundo das redes ocorre uma pratica similar, onde nossas informações e comportamento também são captados, monitorados e comercializados conforme o avanço dos algorítimos das redes sociais. Contudo, na vida real, diferente do ocorre na programação sem nosso pleno consentimento. Desse modo, tal manipulação do comportamento de usuários pela seleção prévia de dados é inconcebível e merece um olhar mais crítico de enfrentamento.
Em primeiro lugar, é válido reconhecer como esse panorama supracitado afeta diretamente a vida dos usuários no que tange ao direito de livre escolha, na qual uma pessoas que compra um produto online sente, ao final da compra, que a decisão de aquisição não foi integralmente sua e sim influenciada por anúncios repetitivos que aparecem assim que um termo é digitado em um buscador.
Em segundo lugar, vale salientar como o controle de dados pela internet vai de encontro ao direito de privacidade dos indivíduos. Isso porque, ao terem sua informações disponibilizadas um sociedade pode se ver vulnerável a governos totalitários que se apropriem destas, como ocorrido no ano de 1964 por militares do regime ditatorial brasileiro.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, as instituições publicas devem aprovar uma lei geral de proteção de dados. Isso pode ser feito através da elaboração do texto no senado federal, de maneira a garantir que o usuário saiba aonde estão e para onde vão seus dados pessoais. Por meio, também, no âmbito escolar da promoção de palestras com profissionais das áreas da informática. que expliquem como os alunos poderão ampliar seu meio de informações e demonstrem como lidar com tais seletividades, feito isso haverá um caminho traçado para uma sociedade emancipada e livre nas redes.