A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 11/07/2020
No episódio “Manda quem pode”, da terceira temporada da série Black Mirror, o personagem principal tem seu computador hackeado e é constantemente ameaçado de ter seus dados pessoais expostos na internet. Longe da ficção, é notável a semelhança da situação apresentada com o contexto hodierno brasileiro. A partir dessa análise, percebe-se que a proteção de dados cibernéticos no Brasil não está sendo adequadamente realizada, causando, assim, a vulnerabilidade de crianças e a constante ocorrência de golpes.
Primeiramente, tem-se o crescente número de crimes sexuais virtuais cometidos por pedófilos, que crianças, por sua ingenuidade, acabam sofrendo. Esses infortúnios acontecem porque, muitas vezes, os pais e professores não costumam conversar com as crianças sobre o tema, buscando ensinar o que deveria ser feito nessas situações. Bem como não verificam o que elas consomem na internet e redes sociais. Portanto, como explicado por Kant, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, reforçando o poder que o ensino pode proporcionar aos pequenos; fazendo-os reconhecer a situação e, consequentemente, denunciar.
Ademais, os golpes a fim de conseguir dinheiro são, cada vez mais, recorrentes. Fato que é observado em um recente caso ação de hackers que clonavam números de smartphones de pessoas aleatórias, para assim, por meio do Whatsapp, pedir que seus contatos lhe façam uma transferência bancária no valor exigido. Porém, infelizmente, esses criminosos seguem impunes, fazendo com que a tendência dos casos aumente. Desse modo, é provada desproteção dos usuários, não só do Whatsapp, como de vários outros aplicativos.
Portanto, é de extrema importância que uma ação seja feita para minimizar as consequências do impasse. Logo, é dever do Ministério da Educação promover, por meio de aulas de educação sexual obrigatórias nas escolas, a conscientização das crianças; assim, se esta for bombardeada por uma situação semelhante, irá contatar seus pais ou professores, que, por sua vez, irão denunciar à justiça. Além disso, urge do Poder Executivo assegurar que as leis referentes a crimes virtuais, de pedofilia, e assédio sexual, sejam estritamente cumpridas. Só assim, os efeitos da desproteção de dados cibernéticos serão, finalmente, parados.