A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 05/12/2020
As armas foram substituídas. Os assaltantes se modernizaram. Antigamente, o crime necessitava que a vítima e o criminoso estivessem no mesmo lugar. Atualmente, a maioria deles acontece de forma digital. Decerto, os crimes cibernéticos acontecem pela centralização do sistema de dados na internet.
É notório que a população desconhece o que é a internet. Contrariamente ao senso popular, a rede não são vários computadores ligados entre si, mas sim inúmeras conexões entre os computadores e um único computador (data center) que processa os dados. Para exemplificar, se alguém deseja passar uma informação do computador “W” para o “Z”, ela não passa do computador “W”, para o ‘‘X’’, para o “Y”, para o “Z”; ela, de fato, passa do computador “W”, para um data center e então chega no computador “Z”.
Uma vez que a rede inteira é ligada em único ponto, ela pode ser facilmente manipulada. Com certeza, a centralização é um problema da internet. No Brasil, a centralização ainda piora. Todos os dados, desde o sistema financeiro até os de segurança nacional, estão ligados à um data center muito fragilizado de uma empresa chamada DataPrev. Não é por acaso que o sistema do Tribunal Superior Eleitoral sofreu interferência durante as eleições de 2020.
Em suma, se o problema é a centralização, a solução é descentralização. Existe um programa chamado blockchain, ele basicamente é o contrário do data center. Nesse programa, a informação de fato passa do computador “W”, para o ‘‘X’’, para o “Y”, para o “Z”. Mesmo que informação seja roubada em uma das pontes, ela não pode ser acessada, já que ela é criptografada. Logo, o governo federal deveria obrigar a DataPrev a trocar o modelo de data center para o de blockchain. Fazendo assim com que a informação seja descentralizada, criptografada e, portanto, segura.