A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 31/07/2020

De acordo com Steven Jobs, um dos fundadores da marca Apple, a tecnologia move o mundo. Entretanto, a partir do momento em que a Era Digital contribuiu para a violação do direito à privacidade, tornou-se possível dizer que a tecnologia trouxe retrocesso ao mundo, visto que as informações pessoais estavam mais seguras quando guardadas no papel. Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas para minimizar a questão dos ataques cibernéticos no Brasil, geralmente motivados por questões econômicas e pela facilidade de se comunicar no espaço virtual.

Em primeiro plano, é válido ressaltar o interesse financeiro como uma das raízes do problema. Por ser considerado um lugar seguro, a internet armazena informações de diversas pessoas que procuram proteger seus dados pessoais, como as senhas dos cartões de crédito. Em contrapartida, diversos programas contam com a ajuda de ciberpiratas, também conhecidos como “hackers”, para obterem acesso aos dados armazenados por esse grupo de pessoas. O aplicativo russo “FaceApp”, famoso por possuir filtros divertidos, foi alvo de especulação após rumores de que estaria roubando dados dos celulares de seus usuários. É inadmissível aceitar que um problema tão obsoleto como a invasão de privacidade persista até hoje.

Ademais, vale salientar a simplicidade de se comunicabilidade pela internet. O site “Omegle” é famoso por reunir pessoas de qualquer lugar do mundo em videochamadas e chat. Por não possuir classificação indicativa, crianças acessam o mesmo como forma de fazer amigos e de conversar, ficando expostas à pedófilos que se aproveitam de sua ingenuidade, por exemplo. De acordo com a revista “O Tempo”, uma pesquisa foi feita com 9.000 adultos com filhos de até 12 anos em 20 países. Apenas no Brasil, 62,2% dos entrevistados investiram menos de 30 minutos alertando seus filhos sobre o quão perigoso pode ser o mundo online.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Faz-se mister, pois, que as Secretarias de Segurança Pública municipais, em parceria com o governo estadual, alertem a população sobre o risco da exposição de dados particulares em sites por meio de campanhas e palestras feitas por especialistas no assunto. Além disso, nesses momentos, é preciso que a família disserte desde cedo sobre os perigos presentes nas redes sociais, evitando que os menores acabem se prejudicando por falta de conhecimento. Espera-se, dessa maneira, que haja a limitação desse adverso imbróglio social e que a segurança seja preservada na vida real e online.