A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 04/08/2020
O documentário “Privacidade Hackeada” revela o poder que é o acesso aos dados pessoais. Nele é abordado o esquema de manipulação das eleições americanas, o qual usava das informações dos usuários para recomendar “fake news”. Sendo assim, urge que medidas sejam tomadas para minimizar a falta de proteção de dados cibernéticos, devido não só à difícil investigação dos possíveis ladrões virtuais, como também da falta de acesso da população à medidas de segurança na internet.
Em primeiro plano, vale salientar que devido ao mundo cibernético ser um assunto relativamente novo, há poucos métodos para investigar crimes online, gerando a ideia de impunidade. A exemplo disso, tem-se na série “Mr. Robot” um hacker que após ter um roubo virtual mal sucedido ele reseta seu computador e joga fora algumas peças e após investigações fica impune. Dessarte, apesar de ser uma obra fictícia, retrata bem o difícil trabalho de localização e punição destes criminosos.
Ademais, associado à impunidade dos hackers tem-se no Brasil uma população de fácil ataque, visto que ela tem pouco acesso à proteção virtual. Tal fato é observado ao analisar, por exemplo, que a população em média não possui dinheiro para comprar celulares recentes, ou seja, compram os mais antigos que não possuem, em sua maioria, atualizações de segurança. Dessa forma, apesar dos cidadãos terem acesso às tecnologias, eles ao usá-las se expõem à ataques dos bandidos digitais.
Destarte, medias são necessárias para resolver esse impasse. Para tanto, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública deve solicitar verba junto ao Ministério da Economia para investir em treinamento e tecnologia, relacionado à crimes virtuais, da Polícia Federal. A fim de garantir uma melhor punição e investigação de furtos virtuais, coibindo novos delitos e protegendo mais o usuário. Além disso, a Agência Nacional de Telecomunicações deve exigir das empresas de eletroportáteis que forneça no mínimo 3 anos de atualizações de segurança, como o objetivo de proteger melhor os dados cibernéticos brasileiros.