A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 02/09/2020

No filme “Oito mulheres e um segredo”, uma das personagens principais invade o computador de uma pessoa que ela deseja colher informações para prosseguir com o plano de roubar uma joia muio valiosa. De maneira análoga, os dados cibernéticos dos brasileiros estão desprovidos, ou seja, correm grandes riscos de serem coletados e usados para crimes virtuais. Estes atos podem levar consequências tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica, por isso é necessário proteger todo o caminho que elas percorreram durante o uso dos celulares e notebooks.

Em primeiro lugar, é preciso falar sobre o pouco acesso das pequenas e médias empresas aos meios de proteção de dados. De acordo com a revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios (PEGN), mais de 58% dos ataques de “malwares” ocorrem justamente em pequenos negócios. Ou seja, por possuírem um capital relativamente baixo, esses negócios não conseguem cobrir os gatos necessários para ficar de acordo com os requisitos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que garantem a segurança de toda a empresa. Assim, essas firmas ficam vulneráveis aos ataques virtuais e podem até perder clientes por não se adaptarem aos critérios da lei.

Em segundo lugar, deve-se ser escrito acerca da pessoa física que usufrui abundantemente das redes sociais. Conforme a revista PEGN, de março a junho de 2019 ocorreram 15 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos no Brasil. Dessa forma, qualquer indivíduo que possua um “smartphone” pode ter sua privacidade invadida, principalmente se em seu aparelho não conter um antivírus que realize um escaneamento diário. Assim, senhas, e-mails, documentos, fotos, vídeos, etc são coletados e expostos na internet ou até mesmo vendidos para alguma sociedade comercial em busca de vender seus produtos. Devido essa exposição é fundamental conter o avanço dessa crescente perseguição à privacidade do outro.

Em conclusão, torna-se fundamental que o Senado Federal permita que a Lei LGPD, seja capaz de abranger todas as atividades comerciais para que elas estejam sempre livres de ações ofensivas, também aumentar o amparo a todos os internautas, a fim de incluir a maior quantidade possível de pessoas nesse parâmetro. Juntamente a essa medida, o Governo deve desenvolver um aplicativo de antivírus que analise diariamente os aparelhos ligados a internet e que seja usado essencialmente pela população de baixa renda, para que essa, assim como as demais classes sociais, esteja revestida contra as malícias dos criminosos virtuais. Desta maneira, o caminho de todo usuário ficará imune aos golpes tecnológicos.