A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 26/08/2020
Segundo o documentário realizado pela Netflix, “Privacidade hackeada”, a desproteção dos dados cibernéticos pode destruí formas de governo. Na obra fílmica é retratado o escândalo envolvendo a Cambridge Analytica, a qual usava da desinformação de seus usuários para coletar informações sensíveis e manipular decisões. Fora do âmbito cinematográfico, é fato que embora a desproteção de dados seja danosa, ela ainda persiste devido desconhecimento e a falta de legislação.
Em primeira análise, é imprescindível destacar que a ignorância no trato com as novas tecnologias da informação torna o usuário vulnerável a empresas más intencionadas. Nesse sentido, o documentário supracitado denúncia a conduta da Cambridge Analytica que ao mandar questionários “inofensivos”, traçou o perfil de milhares de indivíduos e mandou mensagens falsas, com a finalidade de fazê-los votar em determinado candidato. Logo, fica explícito que o desconhecimento sobre as formas de proteção na internet não só fere a segurança do cidadão, como também, em casos mais extremos, subverte o princípio democrático de liberdade de escolha.
Ademais, cabe ressaltar que apesar de o Brasil lutar contra os crimes cibernéticos, as leis de proteção não são suficientes para evitá-los. Nesse contexto, mesmo após a promulgação da Lei Geral de Proteção de Dados, em 2018, muitas atrocidades continuam a acontecer sem serem enquadradas na normativa. Dessa forma, o que fazer si não pressionar o poder legislativo para agilizar a entrada em vigência da nova normativa? Portanto, com a finalidade de mitigar a incidência de crimes virtuais, cabe ao Ministério da Educação, visto que é a pasta responsável pela difusão do conhecimento em território nacional, informar os discentes a como se comportar na internet, por meio de palestras e workshops educativos.