A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 20/10/2020
É inegável que os avanços tecnológicos da Terceira Revolução Industrial trouxeram inúmeros benefícios, seja no âmbito do estudo, do trabalho ou do lazer, além de facilitarem diversos processos do cotidiano. No entanto, as informações pessoais ficam mais expostas no universo cibernético. Por isso, seja pelo crescente número de crianças na internet, seja pela vulnerabilidade ao crime, o problema deve ser analisado e resolvido.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar a grande possibilidade de ocorrência de delitos na internet. Segundo à Norton Cyber Security, o Brasil é o segundo país do mundo com maior número de crimes cibernéticos. Com os dados constantemente solicitados na rede, o usuário fica propenso a sofrer com os diversos tipos de transgressões cabíveis a este meio, como golpes e clonagens. Dessa forma, sem nenhuma punição ou garantia efetiva na lei, os casos crescem juntamente aos prejuízos.
Além disso, vale ressaltar a grande massa da infância que está conectada com a tecnologia. Segundo a TIC Kids Online Brasil, 86% dos indivíduos dessa faixa etária são usuários ativos na internet. Com maior inocência, os jovens acabam por serem manipulados, e podem transmitir suas informações e intimidades à criminosos da rede.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Em primeiro lugar, o governo deve promover leis que assegurem a privacidade dos indivíduos no ambiente tecnológico, com exigências e restrições quanto aos dados requeridos pelas empresas, a fim de preservar as informações pessoais dos cidadãos. Além disso, as famílias, juntamente com as escolas, devem educar as crianças quanto ao compartilhamento de registros e documentos na internet, com conversas e palestras, para garantir o uso saudável das novas ferramentas. Somente assim, será possível viver em uma sociedade justa e sem violação de direitos.