A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 22/10/2020

Um momento histórico de desenvolvimento econômico e tecnológico é a Globalização. Durante esse período ocorreu avanços significativos para humanidade, como o desenvolvimento das redes de comunicação ligados a internet. Conquanto, sob esse cenário, surge a inevitabilidade de proteção dos dados cibernéticos e, nesse contexto, é necessário um debate minucioso sobre essa realidade no Brasil, levando em consideração a sua importância, bem como o atraso tecnológico dessa nação.

A empresa de segurança digital Fortinet expõe dados que evidencia que o Brasil sofreu mais de 24 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2019. Isso mostra a falta de instruções do manuseio, relacionados à internet e informática na nação brasileira, já que estes ataques são realizados com frequência. Essas várias tentativas de invasão também ocorrem com autoridades, como aconteceu no país, a invasão de celulares e o roubo de dados de membros dos três poderes. Isso só evidencia a fraca segurança de aparelhos e a falta de resguardo para evitar possíveis invasões.

Além disso, existe um lado relativamente vulnerável no armazenamento de dados, que se trata da proteção oferecida pelas empresas que administram as redes sociais. Tais políticas podem acabar falhando em situações específicas, e podem acabar sendo abusadas por hackers. A exemplo disso, um caso que ocorreu no ano passado no Brasil foi o da Vaza Jato, no qual ocorreu um vazamento das conversas, realizadas através do aplicativo Telegram, entre o ex-juiz Sérgio Moro e o promotor Deltan Dallagnol, além de outros integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato. No caso, segundo as investigações, os piratas virtuais se aproveitaram do sistema eletrônico de identificação, e se passaram pelos donos da conta, para conseguir o que procuravam. Portanto, é notável a existência de insegurança de perfis na internet, no âmbito relativo aos protocolos aplicados pelas corporações que administram os grandes sites.

Em virtude dos fatos mencionados, faz-se imprescindível a necessidade de encarar a internet como um lugar que necessita de segurança e vigilância. Posto isto, é necessário que o Estado, juntamente com o Ministério da Educação e Ministério da Ciência e Tecnologia, criar campanhas educativas que visem elucidar a população quanto aos riscos de crimes cibernéticos na rede - como disse Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”  E também, por meio de órgãos de inteligência Nacional, fiscalizar a atividade antiética de empresas, mediante ao consumidor, e endurecer penas para crimes que violarem a privacidade. Tudo isso, a fim de melhorar a segurança e o bem estar da população que utiliza os amplos métodos virtuais.