A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 20/10/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um país utópico. Entretanto, o descaso com a proteção de dados cibernéticos no Brasil torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo comércio ilegal de informações virtuais, seja pelo compartilhamento de dados, o problema permanece.
Primeiramente, é válido salientar que a compra e venda de dados virtuais se tornou um ato gerador de muitas discussões. Isso porque, devido ao surgimento das novas tecnologias, empresas ilegais desenvolveram métodos para acessar dados pessoais como CPF, RG, localização das pessoas e vender essas informações. De acordo como o físico e pensador, Albert Einstein, o avanço tecnológico não foi algo tão bom assim, pois a tecnologia ultrapassou a humanidade das pessoas. Assim, o país imaginado por Policarpo Quaresma ainda está distante de ser concretizado.
Ademais, é importante destacar que o compartilhamento de dados também causam problemas para sociedade. Dito isso, a captação de informações por empresas de programas e aplicativos como Facebook, WhatsApp, Instagram, Waze e alguns outros podem causar invasão de privacidade em que o indivíduo concede muitas informações aos “apps”, como a localização real em que a pessoa se encontra, local onde mora e fotos da galeria. Dessa forma, a permanência desse entrave acentua um grave retrocesso ao país.
Portanto, as novas tecnologias foram criadas para facilitar a vida das pessoas, porém nem todo o trabalho é cumprido. Destarte, é dever do Estado solucionar esse problema, por meio da aplicação de leis efetivas com objetivo de limitar o acesso das empresas à apenas informações pessoais que sejam necessárias para o bom funcionamento dos aplicativos. Para que seja possível preservar ao máximo a privacidade dos indivíduos que utilizam programas e aplicativos.