A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 26/10/2020
O filme “Hacker” mostra em sua história como é possível utilizar dos sistemas de conexão para benefício próprio, tanto quanto para atividades ilegais e crimes virtuais. Apesar de tratar-se de uma ficção, as pessoas constantemente fornecem seus dados pessoais para diversas redes e empresas, sem se atentarem à importância da proteção de dados cibernéticos no Brasil. Nesse sentido, percebe-se não só falta de atenção por meio dos usuários, mas também a falta da devida punição dos crimes cometidos na internet.
“Eu li e concordo com os termos de uso” é uma das maiores mentiras de toda a internet. Pois, todas as vezes que se adquire um aplicativo ou serviço, é necessário concordar com os Termos de Uso. Entretanto, muitos sites fazem questão de deixar a leitura bem extensa e complicada para desencorajar o consumidor e induzir que marquem o checkbox afirmando que leu, sem ter lido realmente. Assim, concordam em fornecer dados ou adquirir serviços, sem ter plena noção disso.
Ademais, outro grande agravante é a impunidade. Embora recentemente tenha entrado em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados - 13.709/18 - essa privacidade não é de fato cumprida. Prova disso, está em uma pesquisa realizada pelo Portal de Notícias G1, a qual mostra que 62% dos usuários da internet já foram invadidos por clicarem em propagandas enganosas.
Em suma, torna-se evidente a necessidade de estabelecer uma maior segurança para os brasileiros. Para isso, o Governo Federal deve financiar propagandas que mostrem os cuidados e as medidas preventivas em relação a disponibilidade de informações e dados pessoais, a fim de promover um maior conhecimento e alertar a população sobre o tema. Como também, deve se criar uma delegacia especializada em crimes cibernéticos que teria como objetivo identificar possíveis fraudes e invasores em potencial e onde as pessoas possam denunciar e se informar sobre os procedimentos a serem tomados quando forem vitimas.