A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 23/10/2020

Diariamente, são registrados em média 366 crimes cibernéticos em todo o país. O levantamento mais recente, feito em 2018 pela associação SaferNet Brasil, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), contabilizou 133.732 queixas de delitos virtuais, como pornografia infantil, conteúdos de apologia e incitação à violência, entre outros crimes.

Um dos pontos a serem realçados sobre a segurança informacional seria o prejuízo a intimidade de milhares de pessoas, visto que muito embora tal direito seja protegido pela Carta Magna Constitucional, esse direito tem sido violado amplamente nas redes virtuais como “Facebook” e “Instagram”, em que a imagem das pessoas são furtadas para fins ilícitos, como a vinculação de tais fotos em sites pornográficos provocando assim a desmoralização social da vítima.

Conforme estudo recente feito pelo instituto de tecnologia da Universidade de Brasília sobre a segurança da informação, mostrou que de cada dez pessoas conectadas à internet seis estão propensas a sofrer alguma violação cibernética de suas informações pessoais em seus dispositivos eletrônicos conectados à rede. Além disso, um problema grave que pode ocorrer é a invasão de terceiros em uma rede não pertencente a ela e acabar vazando dados bancários, podendo ocorrer prejuízos irreparáveis.

Portanto, é de grande importância que intervenções de cunho educativo sejam feitas para que as pessoas aprendam a se prevenirem desses ataques cibernéticos em seus dados pessoais. Além disso, o Estado deve criar mecanismos de investigação e punição mais severa para esses criminosos para deixar de exemplo e incentivar a outros a não cometerem quaisquer tipos de crimes.