A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 20/10/2020

No clássico livro “O triste fim de Policarpo Quaresma”, o protagonista de Lima Barreto, Policarpo sempre teve como aspecto mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o problema torna o país ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Nessa perspectiva, seja pelo individualismo, seja pela negligência governamental, o descaso com a proteção de dados continua afetando de forma negativa o cotidiano brasileiro o que exige reflexão urgente.

Em primeira análise, o descaso estatal com o fácil acesso de informações mostra-se um desafio a todos usuários de aplicativos, operadoras ou trabalhadores, uma vez que poucos recursos são destinados pelo estado para restringir o acesso a tais informações. De acordo com a matéria do site tecnoblog. Consoante a isso faz-se mister que o estado invista minimamente no sigilo de cada cidadão.

Além disso, a vazão desses dados encontra terra fértil no individualismo. Na obra Modernidade Líquida, Zygmunt Bauman defende que a pós- modernidade é fortemente influenciada pelo egoísmo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia. Segundo o jornalista George Bernad Shaw o progresso é impossível sem mudança. Analogamente, reividicalizações da sociedade pelo direito a privacidade são necessárias para realizações de mudança nessa área. Portanto, o fácil acesso e compartilhamento de informações pessoais, no Brasil, apresenta barreiras preocupantes. Para amenizar esse cenário urge que o estado invista, por meio de verbas governamentais, na restrição de dados, afim de manter a intimidade da sociedade brasileira.

E ainda, cabe a população promover manifestações, através de abaixo assinados direcionados aos governos, com o intuito de pressionar as grandes empresas para que mantenham a privacidade de seus usuários. Somente assim será possível atingir a utopia tão desejada por Policarpo.