A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 21/10/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a proteção de dados cibernéticos torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo vazamento de informações pessoais, seja pela falta de fiscalizações em aplicativos, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Inicialmente é válido pontuar que os problemas encontrados virtualmente deve-se principalmente a omissão dos setores governamentais. De acordo com o artigo 5º da Constituição Federativa Brasileira, todos os cidadãos têm direitos iguais a educação, saúde, transporte, alimentação e moradia. No entanto, a falta de educação para parte da sociedade impede o próprio gerenciamento do uso da internet, o que desencadeia em possíveis vazamentos de dados pessoais. Hackers circulam diariamente nesse meio, e a falta de sapiência sobre o comportamento cibernético pode ocasionar a exposição dessas informações. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura social.
Vale também ressaltar a ineficiência dos responsáveis diante dos adolescentes no meio digital. Segundo a revista O Tempo, com mais de 70% dos jovens, as salas de bate-papo são as procuradas virtualmente, e com mais de 55%, os conteúdos adultos. Assim, é perceptível a falta de averiguações dos familiares no mundo virtual das crianças, que podem sofrer ataques cibernéticos, bullying virtual e exposição pessoal, levando á ansiedade ou situações de risco. Atualmente, crianças são submetidas cada vez mais as redes, podendo inconscientemente prover endereços, telefones e até mesmo permitir o acesso a câmera e conversas desconhecidas, comprometendo a integridade da família e principalmente do usuário. Dessa forma, fica evidente a necessidade de mudanças nesse cenário por meio de ações efetivas.
Portanto, são imprescindíveis ações capazes de mitigar essa problemática. Com isso, urge ao Governo promover workshops explicando sobre a era digital, sanando dúvidas e mostrando os malefícios que acompanham essa era, para que assim, as pessoas aprendam a resolver os problemas pessoais na internet e não caiam nas armadilhas de hackers. Também, é imperioso que as escolas consigam manter um relacionamento de confiança com os familiares das crianças, com o objetivo de obter um controle no uso de smartphones e acesso a sites proibidos, evitando a exposição do cidadão diante da tecnologia. Somente assim, notar-se-á que esses seriam alguns dos projetos para diminuir ou até mesmo acabar com esse entrave.