A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 22/10/2020
“Quando o modelo de vida leva a um esgotamento, é fundamental questionar se vale a pena continuar no mesmo caminho”. Esta máxima, do filósofo brasileiro Mário Sergio Cortella, é pertinente ao debate sobre a proteção de dados cibernéticos no Brasil. Isso porque abordar a proteção desses dadps é uma questão de cidadania, ou seja, um exercício de busca por direitos garantidos constitucionalmente.
Em primeira análise, pontua-se sobre a baixa estrutura governamental na questão de proteger dados pessoais online dos indivíduos, uma vez que não dispõe de serviços para consulta e tecnologias de ponta, como datacenters, para segurança pública. Em síntese, cabe a analise sobre a atuação governamental, ou seja, se as autoridades competentes para lidar com a questão têm exercido com eficácia sua função. A fragilidade no sistema colabora para o aumento de cibercrimes, como cartões de créditos clonados, abertura de contas sem consentimento da vítima e inclusão indevida em órgão de proteção ao crédito como SPC e Serasa.
Outrossim, é de especial importância centrar a negligência familiar aliada à má influência midiática – principalmente a virtual – no cerne da problemática. Afinal, a falta de proteção dos dados cibernéticos é uma consequência do mal exercício da cidadania, ou melhor, da negligente atuação de cada indivíduo. Afinal, como pregava Padre Antônio Vieira, “Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe”. Assim, nota-se que grande parte da sociedade brasileira deposita todas as suas frustrações e anseios nas políticas públicas – e acabam deixando de cumprir com suas obrigações enquanto cidadãos (iniciativas simples, como fiscalizar e denunciar). Se já não bastasse, a mídia – sobretudo a virtual – tem potencializado essa postura de questionamento sem ação prática, apenas corroborando a ideia de que ao governo toda responsabilidade é cabível. Destarte, a sociedade brasileira tem sido obsoleta na resolução de seus problemas, sempre delegando a outros as práticas interventoras.
de culturalizar as famílias quanto ao assunto. Por fim, cabe à mídia apenas reforçar as ações da tríade social, valorizando as práticas em prol da melhor sociedade. Somente assim será possível trilhar novos caminhos, superando todo e qualquer esgotamento.
Portanto, para conseguir tornar a proteção de dados reflexo de uma sociedade em pleno funcionamento, é necessário que o Ministério da Educação juntamente com os veículos midiáticos elaborem campanhas socioeducativa que tratem sobre a importância de proteção de dados na rede, tais campanhas serão financiadas por meio de parcerias com instituições privadas, e promovidas em redes sociais, como Twiter e Instagram, com o finto de sensibilizar toda população sobre o tema.