A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 25/10/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com acesso à internet em questão no Brasil torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de segurança nos sites, seja pela Descuido pessoal, o problema permanece afetando grande parcela da população e exige uma reflexão urgente.

Em uma primeira análise, o escapamento de informação pessoal é um grande impulsionador dessa adversidade. Visto que, por exemplo, muitos sites de compras onlines antes da efetuação da venda, solicitam ao consumidor informações pessoais como: CPF, RG, endereços, nome completo, além de informações do cartão de crédito. Ainda que seja uma medida normal, há sites na internet que não são confiáveis. Por um simples “clic”, o cliente pode ter seus dados pessoais roubados por hackers e futuramente, ser prejudicado pelo furto dessas informações.

Além da exposição de dados capturados por criminosos digitais, cabe ressalvar a precariedade de investimentos empresariais, diluídas no campo da segurança tecnológica perante seus funcionários. Embora exista setores que invistam na qualidade da seguridade, em compensação, nas agências de menor porte, ainda há empresários que não dão a devida importância à esse tema. Levando à análise de que, grande parte dos trabalhadores além de não realizarem atualizações digitais de segurança em seus celulares e notebooks, utilizam senhas fáceis. Consequentemente, propiciando a facilidade de invasões digitais.

Infere-se, portanto, que a fragilidade na segurança informacional de dados pessoais na esfera tecnológica. Portanto, antes de realizar uma compra online, o indivíduo deve verificar a credibilidade do site, por meio da visualização de “feedback” de outros usuários, com a finalidade de evitar que os seus dados caiam em mãos de ladrões cibernéticos. Dessa forma, empresas privadas, principalmente de pequena estrutura, carecem investir mais na segurança informacional, por meio da disponibilidade de cursos para seus empregados, que visem ensinar e informar os contratados a se sobressaírem dos perigos digitais, com o intuito de manter não só os próprios dados em segurança, como também, da própria empresa. Somente assim, notar-se-à o mundo imaginado por policarpo quaresma.