A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 22/10/2020

Na série mexicana “Control Z”, um hacker consegue acessar os celulares dos alunos do Colégio Nacional e inicia uma série de vazamentos constrangedores. Para tanto, a falta de segurança na rede sem fio da instituição é apontada como uma das maiores causas. De maneira análoga, é clara a necessidade de maior proteção dos dados pessoais tanto pelos provedores quanto pelos usuários. Logo, o debate acerca da proteção de dados cibernéticos torna-se imprescindível.

É essencial, em um primeiro olhar, observar que avanços tecnológicos advindos da Revolução Científica trouxeram inúmeros benefícios para o Brasil e o mundo, entre eles, uma considerável expansão nos panoramas da sociedade de consumo. Sob essa conjectura, é importante destacar a nocividade de tal progresso uma vez que os prestadores de serviços digitais (como compras online) solicitam cada vez mais informações pessoais de usuários, não deixando em exposto o propósito de tais requisitos.

Outro fator motivador, a ser considerado, é o fato de que a negligência governamental e o descaso da população no que tange a falta de proteção aos dados cibernéticos é uma problemática que clama um olhar amplo. Sendo assim, é oportuno resgatar o pensamento do Marquês de Maricá, “a impunidade promove os crimes, e de algum modo os justifica”.  Tal citação incita a falta de medidas que visem punir aqueles que usam dados pessoais roubados, fator que gera o crescimento desses crimes.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para reverter o quadro de roubo de dados. Portanto, cabe ao Governo Federal promover financiamentos e incentivos às universidades, para que assim pesquisadores e especialistas desenvolvam sistemas computacionais mais seguros e complexos que dificultem tais crimes. Além disso, cabe ao Governo Federal juntamente com o meio televisivo a criação de propagadas obrigatórias que conscientizem a população no que diz respeito a proteção de seus dados pessoais.