A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 20/10/2020
A série mexicana “Control Z” apresenta a história de um grupo de estudantes do ensino médio que estão sempre conectados à internet através do wi-fi da escola. No decorrer da série, um hacker invade a rede sem fio desse colégio, dessa forma, ele consegue informações pessoais dos alunos e as divulga em um telão ao vivo para todos os indivíduos presentes na classe. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que, os sites presentes no mundo virtual roubam dados pessoais diariamente no Brasil -de acordo com o jornal online “Correio “Braziliense”. Isso ocorre não só pela escassez de fiscalização sobre a veracidade desses sites pelo governo, como também pela ausência de direcionamento para as crianças sobre os perigos que à internet proporciona.
Primordialmente, torna-se evidente que os órgãos públicos brasileiros não estão agindo de forma eficaz para diminuir - e, se possível, cessar - os vazamentos de informações pessoais de pessoas conectadas ao atual mundo tecnológico, já que, segundo o jornal online supracitado, dados privados de mais de dez milhões de pessoas estão sendo comercializados ilegalmente em troca de um pagamento. De acordo com o filósofo italiano Norberto Bobbio, o ser humano possui direitos que devem ser respeitados, reconhecidos e aplicados pelo Estado. Posto isso, faz-se notório que todas as pessoas deveriam usufruir do privilégio de navegar de forma segura nas redes sociais, todavia, esse benefício não está sendo garantido pelo governo no momento atual.
Ademais, as crianças são as principais vítimas dos riscos presentes na internet, tendo em vista que elas são mais ingênuas e de mais fácil acesso que os adultos. Além disso, nove em cada dez crianças possuem um dispositivo ligado ao ciberespaço - de acordo com a pesquisa realizada pelo site “O Tempo”. Dessa forma, elas estão cada dia mais expostas a divulgação de dados, mesmo que acidentalmente, visto que, ao acessar um link, eles não verificam a autenticidade dele e são facilmente atraídos por anúncios chamativos ou propagandas de brinquedos.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para ampliar a proteção de dados cibernéticos no Brasil. Logo, o Ministério da Ciência e da Tecnologia, em consenso com o Ministério dos direitos Humanos, deve promover a criação de um antivírus que averigue e destrua todos os sites suspeitos de roubar dados privados, além da implementação obrigatória de palestras educacionais - em todas as escolas do Brasil - para pais e filhos sobre o risco de navegar na internet sem a fiscalização de um adulto. Essas medidas devem ser ratificadas através de uma inspeção anual sobre o progresso de tais palestras e sobre a efetivação do antivírus, tais verificações serão realizadas pelos Ministérios supracitados.