A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 22/10/2020
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XX. A proteção de dados cibernéticos no Brasil reflete essa realidade,uma vez que permite aos usuários o acesso à diversas ferramentas virtuais e armazenamento de dados, entretanto, a falta de proteção das informações cibernéticas representa uma ameaça para a população brasileira,reflete essa realidade.
Em primeiro lugar, é necessário sublinhar que, graças às novas tecnologias, os utilizadores da Internet estão cada vez mais expostos a uma gama ilimitada de aplicações e sites, que muitas vezes, diferindo das suas características aparentes, podem constituir ferramentas para “hackers”. Nesse contexto, de acordo com a dialética de explicar Adorno e Horkheimer, é óbvio que a Internet pode ser usada para o bem e para o mal. Isso porque permitiu não apenas a interação humana, aumentou o fluxo de informações e a flexibilidade econômica, mas também abriu as portas para invasão de sistema, roubo de documentos e transferências econômicas ilegais. Dito isso, o mais preocupante é que em 2017, de acordo com um relatório do Norton Cyber Security, o Brasil se tornou o segundo país com o maior número de crimes cibernéticos.
Diante disso, é óbvio que a ineficiência da lei e a passividade dos usuários aumentaram esse número. Embora o problema técnico seja recente, ele contradiz os fatos sociais apontados pelo sociólogo Émile Durkheim, pois o poder legislativo não cumpre seu papel na implementação das normas mais recentes destinadas a prevenir e punir atos ilícitos em ambientes virtuais. Além disso, mesmo que a diversidade de informações seja característica dessa situação, a sociedade não está preparada para filtrar ferramentas de segurança sem considerar que esses próprios sistemas podem ser vítimas de intrusão. Portanto, mudanças estruturais são urgentemente necessárias para proteger os dados virtuais do Brasil.
Portanto, pode-se inferir que a falta de segurança das informações cibernéticas está intimamente relacionada aos campos público e social. Diante disso, é necessário que o Poder Legislativo atualize a legislação vigente com a promulgação de penas específicas para os intrusos virtuais, a fim de reduzir o número desses crimes no país. Além disso, para a conscientização da sociedade, é importante que o MEC ofereça disciplinas relacionadas à educação técnica nas escolas, incorporando-a à “base curricular pública”, com o objetivo de tomar maiores medidas de precaução no enfrentamento de dados na Internet. Portanto, é possível desconstruir o paradoxo entre liberdade e segurança no país.