A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 22/10/2020
Na obra “Utopia, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que a proteção dos dados cibernéticos no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável, é preciso analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática de imediato.
Principalmente, é fulcrar pontuar que o desamparo de dados cibernéticos no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbens, o Estado é telemóvel pelo bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, empresas e outras organizações que agem de forma negligencial no tratamento de dados pessoais virtuais, tornando assim informações privadas, das pessoas, mais acessíveis e compartilhavéis. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o diálogo dos pais com os filhos sobre cibersegurança como promotor do problema. De acordo com dados da empresa internacional de cibersegurança, 62,6% dos pais brasileiros disseram que investiram menos de 30 minutos falando sobre segurança na internet com seus filhos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Cabe ao Estado ordenar, por meio legislativo, que empresas e outras legislações tratem de forma cautelosa a segurança de dados pessoais virtuais, de forma que respeite a privacidade do cidadão.