A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 22/10/2020

No início de 2018, o Facebook sofreu um forte abalo após revelações de um vazamento de dados de 50 milhões de usuários da rede. Segundo o site “G1”, tais dados foram utilizados pela empresa Cambridge Analytica, sem o consentimento dessas pessoas, para fins políticos. Tais informações foram obtidas através de um teste psicológico realizado por vários norte-americanos nessa rede social. Após a análise dos dados furtados, essa empresa conseguiu catalogar o perfil psicológico de cada usuário e, assim, direcionar, de forma mais personalizada, conteúdos pró-Trump e anúncios contrários à Hillary Clinton. Dessa forma, tornou-se duvidosa a legitimidade da eleição norte-americana realizada naquele mesmo ano. Logo, esse caso de vazamento de dados torna evidente que a ausência de políticas eficientes para a proteção de dados cibernéticos pode comprometer tanto a privacidade dos usuários quanto proteção de dados das empresas.

Em primeira análise, é necessário ressaltar que a proteção de dados cibernéticos é imprescindível à segurança dos usuários. Em uma matéria divulgada pelo site “TECHTUDO”, a maioria das pessoas que participaram de uma pesquisa já foram vítimas do cibercrime. No ano de 2019, por exemplo, o Brasil foi considerado o 7º país com mais invasões hackers no mundo. Consoante a isso, em 2020, no setor financeiro brasileiro, as invasões aumentaram em 238%. Assim, teme-se que diversas informações dos usuários brasileiros, como senhas, emails, números de cartões e contas bancárias possam ser roubadas por hackers. Destarte, a insegurança por parte da população em relação ao uso de redes socias e serviços virtuais tem crescido por conta do aumento dos cibercrimes.

Em segunda análise, é necessário ressaltar que o vazamento de dados pessoais pode comprometer as empresas. Segundo uma matéria divulgada pela revista “VEJA”, o cibercrime gera bilhões de reais em prejuízos todos os anos e afetam operações de corporações. A exemplo disso, há o caso da “PlayStation Network”, empresa de jogos que teve dados de usuários roubados e, consequentemente, obteve enorme prejuízo monetário de cerca de 300 milhões de dólares por conta de processos que os clientes abriram contra essa firma.

Tendo em vista os fatos mencionados, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação promova a criação de um órgão de monitoramento à possíveis atividades hackers em sites bancários e redes sociais. Para isso, esse agente deverá contratar profissionais da área de tecnologia que combatam a ações desses invasores, impedindo o vazamento de dados dos internautas e de corporações. Dessa forma, será assegurada a privacidade dos indivíduos e as ações de instituições não serão comprometidas e serão evitados escândalos como o do Facebook em 2018.