A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 22/10/2020
“Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade.” Diz Albert Einstein, cientista alemão, dessa forma é possível entender o quão a tecnologia se faz presente na humanidade. De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, é obrigatório a proteção e preservação de dados pessoais de qualquer pessoa durante seu acesso a paginas da web. Entretanto ,a realidade se encontra distante dos conformes previstos nas leis, seja por falta de segurança digital, ou pelo acesso juvenil em massa.
Deve-se destacar, de inicio, a falta de segurança digital como um dos complicadores desse tema. Nesse sentido, em uma pesquisa feita pelo site “TERRA”, 40% das empresas brasileiras não têm políticas de cibersegurança, e muitas dessas empresas mantem dados sobre seus clientes em seus bancos de dados, deixando assim, criminosos digitais livres, para agir como bem entender sobre as informações pessoais dessas essas pessoas. ou seja, há negligenciação, pois diz claramente na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que é dever da empresa zelar pela segurança de dados de seus clientes e funcionários. Dessa forma, é notável a discrepância da lei com a realidade atual.
Outrossim, vale ressaltar que a situação é agravada pelo acesso juvenil em massa. De acordo com uma pesquisa feita pela AgênciaBrasil, cerca de 24,3 milhões de crianças e adolescentes, com idade entre 9 e 17 anos, são usuários de internet no Brasil. Dessa maneira, são milhões de jovens expostos a conteúdos diversos e perigosos na web, e muitas vezes acabam passando dados pessoais deles e de suas famílias, a fontes não confiáveis. Em outra pesquisa feita pelo site “TERRA” , que entre as dez principais atividades desenvolvidas na rede por jovens de 13 a 17 anos de todo o País, em sete delas há o compartilhamento de informações pessoais com desconhecidos. Assim, fica claro o quão expostos esses adolescentes ficam a possíveis criminosos digitais, ou seja, falta um maior acompanhamento familiar, no intuito de zelar pela segurança do jovem e da própria família, pois muitos familiares não fazem nem ideia da exposição e conteúdo acessado por esses jovens diariamente.
Por conseguinte, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com órgãos responsáveis pela segurança digital deveriam criar campanhas e comerciais, tanto em escolas quanto nas mídias, para alertar os responsáveis pelos jovens do conteúdos em que eles se expõem diariamente, com o intuito de dar maior segurança aos mesmos. Além disso, a criação de leis e tornar mais rígidas as que existem em casos de crimes cibernéticos, para que a realidade seja mais justa, dessa forma, o entrave será gradativamente erradicado, pois, como diz Gabriel Pensador, “Na mudança do presente, a gente molda o futuro.”