A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 23/10/2020

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto o que se observa na realidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que a proteção de dados cibernéticos no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas sociais e políticas, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o desamparo de dados cibernéticos no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável pelo bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, empresas e outras organizações agem de forma negligêncial ao tratamento de dados pessoais virtuais, tornando assim informações privadas, da sociedade mais acessíveis e compartilháveis desse modo faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais é imperativo ressaltar o anômalo diálogo dos pais com os filhos sobre cyber segurança como promotor do problema. De acordo com dados da empresa internacional de cyber segurança Kapersky 62,6% dos brasileiros disseram que investiram menos de 30 minutos falando sobre segurança na internet com seus filhos. Sendo uma porcentagem baixa retardando a resolução do empecilho contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Cabendo ao estado ordenar, por meio legislativo, que empresas e outras organizações tratem de forma cautelosa a segurança de dados pessoais virtuais de forma que respeite a privacidade do cidadão.