A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 22/10/2020

No filme norte-americano “Duro de Matar 4.0”, dirigido por Len Wiseman, é exposta a história do policial veterano John McClane, encarregado de ir buscar um hacker suspeito de ter invadido o sistema do FBI (Federal Bureau of Investigation), para ser interrogado. Porém, o ataque era apenas o começo de um atentado organizado por um grupo de terroristas cibernéticos para desestruturar todo o país. Com o país nas mãos do grupo, cabe à McClane usar os seus métodos para lutar contra uma ameaça de alta tecnologia. Não longe da ficção, percebe-se que os crimes cibernéticos dispararam fazendo com que a proteção de informações pessoais se tornassem frágeis no Brasil. Visto que os principais impasses são pela falta de segurança das redes, além do acesso indevido à sites perigosos.

Nesse cenário, é preciso destacar que a falta de informação e a passividade do Governo favorece na incidência de ocorrências de crimes digitais. Segundo um levantamento, feito em 2018 pela associação SaferNet Brasil, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), contabilizou 133.732 queixas de delitos virtuais. Muitas pessoas ficam vulneráveis a ataques cibernéticos, por não saberem se proteger. Prova disso, está em uma pesquisa realizada pelo Portal de Notícias G1, a qual mostra que 62% dos usuários da internet já foram invadidos por clicarem em propagandas enganosas. Portanto, o direito à privacidade que a Constituição Cidadã impõe, deixa a desejar.

Além disso o acesso indevido à sites perigosos é outro impasse para ter a proteção de dados pessoais. As consequências para as vítimas são diversas e graves, podendo afetar todos os aspectos da vida de uma pessoa. E o risco não é apenas financeiro, pode afetar a integridade, a segurança pessoal, a reputação e por fim suas perspectivas de emprego. Segundo especialistas em segurança da Universidade de Washington e da Universidade da Califórnia mostraram que os novos carros com computador de bordo correm grande risco de serem hackeados. Os cientistas foram capazes de controlar dois veículos e operar mais de uma dezena de funções enquanto os carros estavam em movimento. Mostrando que pode resultar em acidentes de trânsito e até mesmo em morte.

A fim de solucionar essa problemática, é necessário a mobilização de determinados agentes implicados na proteção de dados cibernéticos no Brasil. Portanto, cabe ao Governo Federal, mediante seus órgãos fiscalizar e propor leis com maior vigor tendo maior efetividade em seus atos contra essas práticas criminosas, com maiores consequências penais. Ademais, o Ministério da Educação deve também, realizar em conjunto com a mídia, um amplo trabalho e duradouro nas redes de ensino, através de palestras e aulas, com a finalidade de amostrar como podem se prevenir de ataques virtuais. Sendo assim, a proteção de dados cibernéticos será estabelecida e seguida fielmente pela sociedade.