A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 22/10/2020
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. A proteção de dados cibernéticos no Brasil reflete essa realidade, uma vez que persiste influenciada pela falta de segurança na maioria dos sites brasileiros, o que leva a um fácil acesso por parte de invasores cibernéticos que utilizariam essas informações para fins não sociais, além dos casos de empresas grandes que utilizam dados para acesso e vendem eles para terceiros sem saber as suas intenções.
Em síntese, muitos websites brasileiros estão inclusos no grupo de segurança baixa, ou seja, para indivíduos especializadas minimamente é de fácil invasão, o que faz com que muitos invasores roubem dados dos utilizadores desses sites. Outrossim, as informações roubadas, como redes sociais ou contas de e-mail, podem ser comprados por outras pessoas e ficam em posse de indivíduos que provavelmente utilizarão eles de forma maliciosa, o que gera medo nas pessoas que foram roubadas quando a conta aparece conectada em outro lugar, pois podem ter coisas extremamente importantes nas contas invadidas.
Segundo algumas investigações feitas, descobriu-se que grandes empresas vendem as informações dos usuários para terceiros sem saber a finalidade deles, causando insegurança para as vítimas. Entretanto, essas investigações em larga escala sobre a utilização dos dados pelas empresas só foi possível com a descoberta que o Facebook, uma grande empresa mundial, praticava esse ato, o que fez ser condenado a pagar multas de valores muito altos, isso prejudicou os usuários e causou uma sensação de impotência e medo de seus dados serem vendidos.
Diante dos fatos mencionados, é mister que o governo federal crie leis mais específicas para alguns casos e que fiscalize e puna com mais vigor decretos já existentes. Tendo em vista a segurança da população, o Poder Legislativo faria isso por meio da criação de punições mais rigorosas para essas leis, a fim de que as empresas não violem os direitos do consumidor.