A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 24/10/2020

Na obra cinematográfica “A Rede”, a personagem Ângela Bennett, por acidente recebe um software ao qual não deveria ter acesso, após isso, acaba sendo perseguida, tendo tem sua vida apagada e sua identidade roubada pelos criminosos. Não distante da ficção, no mundo atual, a proteção dos dados cibernéticos se torna precária, devido a falta de informação da grande parte dos usuários digitais e baixa valorização empresarial em sistemas de segurança de dados.

Nesse contexto, é importante abordar a carência do conhecimento sobre os perigos dos meios digitais. Segundo um estudo realizado de forma online, pela “Kaspersky” com a consultoria CORPA, no ano de 2019 um quinto dos entrevistados não sabiam como se protegerem e entre 5% e 10% não acreditavam que precisavam de proteção, tornando-os presas fáceis para a clonagem e roubo de dados sigilosos.

Além disso, outro fator importante a ser citado é a negligência de algumas empresas em dispor de um bom sistema de segurança cibernética de dados. Segundo o decreto presidencial, com a aprovação da nova Estratégia Nacional de Segurança Cibernética o Brasil é citado como o segundo do mundo na lista dos que mais têm prejuízos com a insegurança cibernética em 2017. Foram US$ 22,5 bilhões de prejuízos, devido à falta de um investimento efetivo nesse tipo de segurança.

A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de determinados agentes implicados na segurança cibernética dos dados. Portanto, o Governo junto a grande mídia deve criar programas de conscientização dos perigos do mundo virtual, por intermédio de propagandas e programas dedicados a esse assunto. Além disso, o Governo Federal deve garantir uma melhor efetivação da Lei Geral de Proteção de Dados, garantindo que as empresas garantam uma melhor segurança das informações dos clientes. Como resultado dessa nova perspectiva, ocorrerá uma queda significativa de roubo de dados e clonagens.