A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 22/10/2020
Sabe-se que a internet foi criada durante a Guerra Fria, por cientistas dos Estados Unidos. A Arpanet, como era chamada até então, tinha o objetivo de facilitar o compartilhamento de informações para pessoas à distância de forma segura e confiável. Contudo, a evolução da internet proporcionou atitudes com finalidades contrárias ao propósito original: roubar informações pessoais. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da ausência do diálogo em família e do ensinamento de noções básicas de informática nas escolas. Desse modo, medidas para combater o infortúnio são essenciais, como o investimento na educação e palestras com pais e alunos.
Em primeiro plano, deve-se analisar o porquê desse tema ser tão discutido. A Revolução Industrial alterou a rotina de homens e mulheres, transformando dias tranquilos em dias cheios. Assim, muitos pais recorrem à tecnologia para lidar com os filhos, o que provoca o contato precoce dessas crianças com o mundo digital, sem as instruções necessárias sobre os cuidados com a exposição na internet. De acordo com a pesquisa divulgada pelo jornal “O TEMPO”, 7% dos pais não se preocupa com os perigos do mundo virtual, ou seja, há a preocupação da maioria, porém, a minoria instrui o filho. Ademais, a escola deveria investir em aulas com discussões sobre o assunto e ensinar os cuidados básicos na internet, ações que não acontecem no Brasil, devido a negligência do governo com a educação.
Em vista disso, é possível reconhecer as consequências do infortúnio. Indivíduos sem caráter e egoístas utilizam métodos de hackear informações e imagens pessoais para acessar contas bancárias, propagar a violência e expor até mesmo momentos íntimos sem o conhecimento da vítima. Sendo assim, vale citar a seguinte frase de Albert Einstein: “o espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia”, ou seja, a sociedade não pode ser dominada pelos perigos virtuais. Além disso, a inexistência de informações divulgadas para toda a população aumenta os casos de pessoas que perdem a privacidade e sofrem com prejuízos financeiros, problemas psicológicos e traumas ocasionados pela explanação de dados pessoais.
Portanto, medidas são necessárias para minimizar o impasse. Logo, cabe ao governo federal a tarefa de investir no contato dos alunos com a tecnologia, por meio da inserção de aulas de informática básica - com todas as turmas - a fim de formar alunos conscientes dos riscos virtuais e como prevenir esse problema. Outrossim, compete ao Ministério da Educação o dever de promover palestras com pais e filhos, por intermédio do auxílio de profissionais da área da tecnologia e de psicólogos, a vista de compartilhar informações para diferentes faixas etárias e incentivar rodas de conversa no ambiente escolar e familiar. Assim, o propósito da criação da internet segura será resgatado.