A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 23/10/2020

Conforme referenciado em um episódio de Black Mirror, o acumulo de informações dos usuários fornecidos nas redes sociais, acaba por facilitar o trabalho de mal feitores on-line, expondo muitas vezes fatos íntimos de cidadãos de bem. Sendo assim, o mesmo se compara com a atual situação do país, onde o campo virtual ainda é uma terra sem leis devidamente planejadas, e os “hackers” se aproveitam destas brechas.

É notório que essas informações pessoais são compartilhadas de forma displicente quando após uma breve pesquisa sobre um determinado produto feira pelo internauta, logo em seguida, navegando nas redes sociais a interface do mesmo se encontra com anúncios sobre o produto desejado. Deste modo, fica eminente que a privacidade do internauta no âmbito virtual está de veras precária, necessitando de uma reorganização e planejamento a fim de tratar questões burocráticas.

Outrossim, cerca de 79% dos usuários tem idade entre 9 e 17 anos, e nota-se que cada vez mais cedo o universo tecnológico está sendo preenchido por esse público mais vulnerável à ação de mal feitores que buscam obter os dados confidencias de seus responsáveis. Ou mesmo a indústria cultual em massa manipulando-as ao consumismo.

Portanto, seguindo os princípios de Darwin,” não é o mais forte que sobrevive, e sim aquele que melhor se adapta às mudanças”. Cabe ao Poder Legislativo replanejar e adaptar as leis já existentes, cobrindo as falhas existentes e levando em consideração a opinião do povo para tais adaptações, visto que são eles cidadãos quem vivenciam as ocorrências. Ademais, cabe também ao Ministério da educação que promova a formação de novos profissionais de Tecnologia, com cursos técnicos remunerados e com parceria de centros profissionalizantes, buscando aumentar a qualidade e segurança das informações no Brasil.