A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 22/10/2020
Na série televisiva presente na plataforma Netflix, “Control Z”, é retratada uma realidade na qual, por não protegerem seus dados adequadamente, uma escola tem sua rede de Wi-Fi invadida por hackers o que, por consequência, fez com que dados de alunos fossem vazados, invadindo a privacidade e causando desconforto. Fora da ficção, torna-se necessária a discursão acerca da proteção de dados cibernéticos no Brasil, com reflexos de causas como o uso crescente e descontrolado da internet bem como a globalização. Esses dois fatores refletem uma realidade complexa e extremamente preocupante no que se refere aos seus efeitos sobre o país.
Diante das perspectivas apresentadas, é preciso reconhecer que, com o advento da Revolução Industrial e a automatização dos processos, os meios de comunicação tornaram-se mais acessíveis. Assim sendo, o acesso a internet fez-se algo essencial em todos os lares. Com efeito, o uso descontrolado das tecnologias sem os devidos filtros e preservação de informações pessoais, pode gerar problemas como plágio, vulnerabilidade bancária além de comprometer ações e prejudicar o andamento de vários processos.
Paralelo a isso, em consequência do processo de globalização e dos avanços tecnológicos, o mundo encontra-se dominado pelo conhecimento e pela troca constante de informações. Defronte essa máxima, é importante ressaltar os direitos fundamentais constitucionalmente consagrados na Carta Magma de 1988, complementada pela emenda constitucional, a Lei de Proteção de Dados Pessoais, que garante a privacidade e a liberdade. Entretanto, sabe-se que tal direito não é rigidamente exercido. Segundo o Instituto Ponemon, o Brasil é o país que mais demora para identificar e conter incidentes de segurança de dados. Carlos Drummond de Andrade, poeta modernista brasileiro, escreveu “A pedra”: “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Fora da ficção, pode-se relacionar a “pedra” com a negligência em relação as uso de dados cibernéticos que corroboram a falta de privacidade e assim, impedem o caminho de um uso seguro e controlado da internet.
Diante do exposto, para contribuir com a proteção de dados cibernéticos no Brasil, é inequívoca a adoção de medidas. Desse modo, os Núcleos Tecnológicos, responsáveis pela elaboração e desenvolvimento de programas e aplicativos, juntamente com o Poder Executivo, devem investir na melhoria da proteção de dados registrados na internet. Tais providências aplicam-se por intermédio da utilização de recursos protetivos em plataformas cibernéticas no intuito de preservar as informações pessoais dos cidadãos. Somente dessa maneira, o caminho encontrar-se-á sem pedras para que a sociedade possa apreciar os frutos da internet de maneira segura.