A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 25/10/2020

Policarpo Quaresma, protagonista do clássico “O triste fim de Policarpo Quaresma”, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a proteção de dados cibernéticos torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela ausência de mecanismos de controle de dados, seja pela falta de informação a cerca da utilização de informações pessoais, o problema permanece afetando a população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro momento, é preciso atentar que uma das causas  que corrobora para o entrave é o pouco ou inexistente conhecimento popular acerca de como seus dados pessoais serão usados por redes sociais e plataformas online. Com base em notícias divulgadas pelo site exame, no ano de 2018 mais de 400 mil brasileiros tiveram seus dados cibernéticos usados de maneira indevida pelo gigante da comunicação “Facebook”. Sob esse viés, infere-se que milhares de pessoas diariamente inserem dados como telefones, CPF, endereço, entre outros, em plataformas de comunicação sem nem mesmo estarem cientes dos fins que tomarão todas as suas informações, ou seja, sem saber para oque serão utilizadas. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Ademais, vale a pena destacar também que a ausência de mecanismos de controle de dados corrobora diretamente para o agravamento da problemática. Segundo o empresário Bill Gates, “o modo como você reúne e usa informação determina se vencerá ou perderá”. Dessa forma, muitas empresas, com o intuito de obter sucesso e destaque no mercado global, vêm de maneiras imorais roubando informações dos usuários de seus serviços, ceifando assim a privacidade dos mesmos. Esses fatores atuam em fluxo continuo e favorecem na formação de um problema de dimensões cada vez maiores.

Destarte, depreende-se que é indispensável à adoção de medidas capazes de assegurar a resolução desta problemática. Portanto, cabe as grandes empresas de serviço social como instagram, facebook, Twitter, entre outras, a modificação e neutralização de suas politicas de privacidade, de forma a torna-las mais simples e transparentes, facilitando o maior acesso a informação do público alvo, por intermédio de comunicados simplórios, porém completos, que tragam todas as recomendações de segurança necessárias livre de termos jurídicos e cibernéticos, que em muitos casos, dificultam o entendimento dos clientes que virão a utilizar os serviços dessas empresas, visando a maior informatização popular sobre como seus dados serão usados, os deixando livres para compartilha-los ou não.  È somente por meio de ações como esta que o país alcançará o ideal ufanista tão almejado por Policarpo Quarema.