A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 03/12/2020
Vinda a 3ª Revolução Industrial, a tecnologia se perpetuou como a maior inovação dos últimos tempos e a internet aproximou todos os continentes. Entretanto, dados cibernéticos, que ante eram guardados em papéis, agora na contemporaneidade são inseridos e armazenados em nuvem, impulsionando assim a necessidade da proteção de dados. Com isso, pode-se citar a negligência governamental e a população ignorante como problemas a esse paradigma.
De inicio, cabe ressaltar que a negligencia do Estado é um problema quanto a segurança de dados. De acordo com Hobbes, “o Estado é responsável pelo bem-estar da população”, entretanto isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, devido a falta de fiscalização, os funcionários despreparados e a má organização dos órgãos públicos, muitas pessoas podem ter seus dados divulgados na internet, o que é de imenso perigo, visto que seus dados podem ser utilizados para a aplicação de golpes e fraudes. Diante disso, exemplifica-se: segundo o site “g1” houve um vazamento de dados e senhas de cidadãos que se cadastraram no Sistema Unificado de Saúde (SUS), devido ao descaso de um funcionário em novembro de 2020. Dessa forma, é imprescindível a ação do poder público, para evitar que consequências como o ataque cibernético sejam prevalecidas.
Outrossim, vale saliente que uma população ignorante também pode ser um problema. Paralelamente, segundo Mandela “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Nessa perspectiva, é evidente que com conhecimento é possível evitar problemas que atrasam o avanço da sociedade. No entanto, como muitas gerações ultrapassaram as inovações tecnológicas sem buscar informações e conhecimento sobre tal, essas se veem fragilizadas em relação a proteção de dados como senhas, endereços e CPF. Visto isso, é notório essa ocorrência em âmbito digital quando uma publicação “entrega” seus dados ao participar de sorteios. Desse modo, é necessário que o Estado toma providências em aspectos educacionais para esclarecer a sociedade e evitar a emissão de dados descontroladamente.
Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas. Para isso, cabe ao Governo Federal, por meio de concurso público, formar profissionais qualificados e capazes de lidar com a proteção de dados. Tais medidas ocorrerão, para que se evite o vazamento de informações como o corrido nos cadastros do SUS.Além disso, cabe ao Ministério da Educação, por meio de disciplinas curriculares, informar aos alunos o modo de se proteger seus respectivos dados, demostrando-os os perigos que o mesmo pode causar no cotidiano, evitando assim, as aplicações de golpes diários. Somente assim, será possível obter um sociedade mais atenta e driblando os efeitos da 3ª Revolução Industrial.