A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 13/01/2021

Com a Revolução Tecnológica, as pessoas começaram cada vez mais a depender das novas tecnologias para diversas atividades, como guardar informações de pacientes de um hospital, e, aos poucos, a compartilharem suas vidas por meio da internet. No entanto, a proteção de dados cibernéticos no Brasil não é eficiente, visto que não existe fiscalização adequada para os crimes cibernéticos, e boa parte da população expõe em excesso suas vidas pessoais nas redes sociais, principalmente.

Primeiramente, uma pesquisa publicada pelo G1, mostra que, embora a Lei Geral de Proteção dos Dados (LGPD) tenha sido colocada em vigor desde o segundo semestre de 2020, a fiscalização existente no meio cibernético para punir crimes que a infrinjam é ineficiente, pois muitos dos casos passam despercebidos por serem simples, ou pela vítima ser uma pessoa comum. Assim, a população vive em constante perigo de ter seus dados pessoais roubados para fins criminosos, como apropriação de identidade, roubo de dinheiro e transações ilegais, entre outros. Ademais, como na sociedade contemporânea praticamente todos os tipos de registros são feitos por meio de computadores, se torna difícil escapar de ter suas informações pessoais disponíveis na rede.

Além disso, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Dessa forma, observa-se que um dos motivos para algumas pessoas, principalmente, mais jovens, exporem exageradamente suas vidas pessoais em redes sociais como o twitter e o instagram, é o fato de nunca terem recebido uma educação voltada para o uso e os perigos da internet e da tecnologia. Consequentemente, elas tendem a expor informações em excesso, como localização, nomes da família, rotina, entre outras, por acharem que é algo normal e comum. É graças a esse tipo de comportamento que se torna fácil para os criminosos do meio cibernético, adquirirem seus dados pessoas e os utilizarem para práticas ilícitas.

Diante do exposto, é necessário que o governo aumente a rigidez da LGPD e informe melhor a população sobre o uso correto e os perigos da internet, por meio da melhora na fiscalização de crimes cibernéticos e da implementação de palestras nas escolas sobre como ter uma exposição saudável e segura nas redes, para que a proteção de dados no Brasil se torne mais eficiente. Só então, as pessoas não se tornarão alvos de crimes tecnológicos.