A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 21/04/2021
Em 2016, a empresa ‘‘Uber’’ sofreu um ataque cibernético, onde cerca de 57 milhões de pessoas tiveram informações pessoais roubadas, como nomes, telefones e até dados de cartão de crédito. Casos como esse evidenciam um problema que pode afetar não somente as grandes empresas, como também qualquer indivíduo que já tenha fornecido dados através da Internet, além de demonstrar que nem todos sabem como utilizá-la de forma segura.
Com as revoluções tecnológicas, diversos foram os recursos criados para facilitar o cotidiano e o acesso à informação, como a Internet (criada na década de 60, em tempos de Guerra Fria), e com o avanço da globalização, essa ferramenta se tornou essencial para a comunicação e para outras atividades, como compras online. Em números, segundo o levantamento feito pelo NZN Intelligence, 74% dos usuários no Brasil dão preferência para compras online, demonstrando que a maior parte da população já disponibilizou informações pessoais na Internet, atitude que deve ser feita com responsabilidade para não colocar os usuários em risco.
Entretanto, com o acesso se tornando tão brando e constante, é comum que nem todos tenham as informações necessárias para se proteger. Mesmo com a Lei dos Crimes Cibernéticos, sancionada em 2012, um estudo publicado pela FortiNet mostra que, no primeiro trimestre de 2020, o Brasil sofreu 1,6 bilhão de tentativas de ataques cibernéticos. Tais ataques podem ocorrer se o usuário baixar e acessar arquivos desconhecidos, não ter em seu dispositivo ferramentas de antivírus (por exemplo, o ‘‘Avast’’), e realizar compras e fornecer dados a locais não verificados e confiáveis.
Por fim, faz-se necessária a adoção de medidas mais rígidas para prevenir e combater os crimes cibernéticos. Cabe ao Poder Legislativo a criação de novas leis que tornem mais brandas as penas para criminosos na Internet, a fim de que haja menos impunidade a esse tipo de crime, e diminua sua ocorrência. Além disso, dicas de proteção podem ser transmitidas através dos meios de comunicação. como redes sociais, televisão e rádio, promovidas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que auxiliem o máximo de cidadãos a se protegerem, e assim ficarem menos vulneráveis a possíveis crimes cibernéticos.