A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 03/09/2021
O documentário “O dilema das redes” retrata acerca da coleta e uso de dados digitais por empresas como meio de análise comportamental dos clientes. Diante disso, pode-se observar como os ciberespaços se tornaram um veículo à obtenção de informações diversas. No entanto, apesar do avanço tecnológico, cabe-se o debate acerca dos efeitos da livre disponibilização desses conteúdos pela população desinformada e de como os sistemas operacionais destas instituições ainda são falhos no quesito segurança e privacidade dos dados. Dessa maneira, com a crescente cultura da digitalização, faz-se necessário analisar os impasses dessa problemática. Nesse viés, a negligência e o despreparo populacional em relação a inserção nas redes sociais corroboram vazamento de dados. Segundo o filósofo alemão. Max Horkheimer, adquirimos uma razão instrumentalista que prioriza a eficácia acima dos efeitos. Deste modo, o individuo passa a confiar informações pessoais em aparelhos digitais, em virtude dos prós, sem se preocupar com os contras. Isto ocorre diariamente quando são criados “perfils” e já na página inicial insere-se nome completo, telefone e email, informações aparentemente simples que ficam expostas e podem facilmente ser usadas, por exemplo, em golpes financeiros, no qual o criminoso se passa por uma companhia de grande nome oferecendo uma proposta “perfeita” e por obter alguns dados pessoais transmitem uma falsa confiança à vítima. Em decorrência disso, o Brasil assume o 5° lugar entre países que mais sofreram com ataques de ransomware, segundo o relatório de Ameaças Cibernéticas da SonicWall Entre as causas dessa disseminação de dados vale destacar a fragilidade no sistema informático de segurança das indústrias e instituições. Em analogia fictícia, no filme “O Aprendiz de Feiticeiro” um jovem desperta uma enorme magia, mas não consegue controla-la, assim como o ser humano despertou a tecnologia e não consegue impor seus limites. Logo, foram criados os “Bigdates” para conseguir receber e interpretar a magnitude e velocidade das informações, porém não efetivadas as tecnologias de segurança e contenção a ataques para zelar e e assegurar proteção aos clientes, o que desqualifica e impossibilita a construção de uma vida digital prática e totalmente segura. Portanto, cabe ao Legislativo o dever de estimular as empresas a investir no cuidado com dados digitais, por meio da criação de uma lei que exija um certificado de segurança cibernética - concretizado após análise e testes em todos blocos de entrada do software- a fim de torna-las mais confiáveis ao cliente e preparadas para reagir a um possível ataque na rede. Outrossim, compete ao cidadão zelar pela sua própria privacidade e ficar atento ao que for suspeito, através do conhecimento sobre o site no qual irá inserir dados e de como este será utilizado, tendo como finalidade sua própria integridade.