A qualidade da água no Brasil

Enviada em 05/02/2020

Segundo a agência nacional de águas, o Brasil possui cerca de 12% de toda a água doce do planeta. No entanto, grande parte da população padece por falta de acesso a toda essa riqueza hídrica. Esse cenário é resultado da interseção de dois fatores, quais sejam, consumo irracional e falta de saneamento básico. Desse modo, cabe ao governo articular medidas que sejam capazes de mitigar esse problema.

Inicialmente cabe destacar que a quantidade de água no planeta é praticamente a mesma há séculos, mas o número de pessoas cresce vertiginosamente a cada ano. Inequivocamente Malthus errou ao profetizar que a população cresceria em “PG” enquanto a produção de alimento cresceria em “PA”, contudo, essa previsão se amolda formidavelmente para o consumo de água no planeta, sobretudo, no Brasil. Isso porque, justamente por possuir uma imensa reserva hídrica, a população dotou-se do sentimento de inesgotabilidade desse recurso. Por conta disso, os brasileiros consomem água de forma abusiva, desperdiçando-a ou devolvendo-a poluída ao meio ambiente. Em decorrência disso, necessário se faz um intensivo processo de conscientização para que as futuras gerações não sofram com a escassez desse líquido.

Por outro lado, verifica-se que a falta de saneamento básico no país é o principal fator que contribui negativamente na qualidade da água. Ciente disso, o Brasil lavrou a Lei de Saneamento Básico, tombada sob o número 11.445/2016, sem, contudo, lograr êxito em efetivar os projetos ali estabelecidos. Enquanto o Estado se mantem letárgico, rios como o Tietê estão completamente poluídos e a própria cidade de São Paulo já foi vítima da falta de abastecimento de água. Indiscutivelmente o Poder Público precisa emprenhar esforços para a implantação de redes de esgotos e tratamento a fim de garantir a continuidade do fornecimento para toda a população.

Face ao acima exposto, cabe ao Governo Federal, via de sua Agência Nacional de Abastecimento e de sua Agência Nacional de Publicidade, promover campanhas publicitárias de conscientização acerca da importância do consumo consciente, sem desperdício e sem poluir, pois sem esse entendimento, os recurso hídricos deste país estão fadados ao esgotamento. Por sua vez, o Poder Executivo deve, em caráter de urgência, dar início aos projetos previstos na lei de saneamento básico, utilizando-se dos recursos provenientes dos IPTU’s para o fim a que se destinam, sobretudo a criação e manutenção das redes de esgotos. Essas medidas contribuirão para garantir as atuais e futuras gerações o acesso ao líquido vital para manutenção da vida.